Base de conhecimento · Medição
Como usar um OTDR
Esta é a ordem de trabalho com um OTDR de qualquer marca: o que fazer antes de começar, quais ajustes escolher e o que conferir na curva enquanto o equipamento ainda está na sua mão. Cada passo leva ao seu guia detalhado, e no fim estão as páginas sobre os equipamentos EXFO, VIAVI e Fluke e sobre os mini OTDRs baratos.
Aqui não há normas nem valores prontos. Os limiares são definidos pelo contrato, e os ajustes de medição são escolhidos de acordo com o enlace.
Autora: Vera (iniciante na área) ·
Antes de começar
Três coisas das quais depende a curva servir para alguma coisa.
Um conector limpo
As faces dos conectores do equipamento, da bobina de lançamento e do enlace são inspecionadas e limpas antes de conectar. Um conector sujo acrescenta perda e uma reflexão forte logo no início da curva, e tudo o que está perto fica escondido atrás dela. Como a reflexão de um conector aparece na curva é explicado no guia sobre a refletância do conector.
Bobina de lançamento
Entre o equipamento e o enlace vai uma bobina de lançamento, e na ponta distante uma bobina de recepção se for preciso medir o último conector. Sem a bobina de lançamento o primeiro conector do enlace fica escondido na zona morta do próprio equipamento, e não há como medi-lo.
Índice de refração
O índice de refração vem da ficha do cabo e é informado nos ajustes antes da medição. O equipamento converte tempo em distância com ele, e um número errado desloca de uma vez todas as distâncias da curva.
Ajustes de medição
O comum é medir em dois comprimentos de onda, 1310 e 1550 nm: no mais longo as macrocurvaturas aparecem com mais força, e comparar as duas curvas diferencia uma macrocurvatura de uma emenda. A faixa de distância fica com folga maior que o enlace. Se for menor, a reflexão da ponta distante cai na curva seguinte e desenha um pico falso, um fantasma; há um guia à parte sobre os tipos de eventos.
A largura de pulso é escolhida conforme a tarefa: pulso curto separa eventos próximos, pulso longo alcança a ponta distante. A média recebe mais tempo quando o enlace é longo ou os eventos são pequenos: o ruído cai e a curva fica mais limpa. Como o equipamento escolhe o pulso sozinho no modo automático aparece no mesmo guia, com a tabela do fabricante.
O modo automático serve para uma primeira olhada e para achar um rompimento. Para uma medição que vai para a documentação, é melhor definir os parâmetros você mesmo e mantê-los iguais para todas as fibras do cabo, para que as curvas possam ser comparadas entre si.
Depois da medição, com o equipamento ainda na mão
Olhe o início da curva: o primeiro conector do enlace deve ficar depois da bobina de lançamento, já fora da zona morta. Se ele não aparece, medir de novo com pulso curto sai mais barato do que voltar.
Olhe o fim: a curva deve terminar com uma reflexão da face da ponta, ou com um rompimento, e ruído depois, e não parar onde a faixa de distância acaba. Confira a tabela de eventos: uma emenda pequena pode faltar nela por causa do limiar de detecção, mesmo aparecendo na curva.
Grave o arquivo com um nome que permita achá-lo depois: obra, cabo, número da fibra, comprimento de onda e a ponta de onde se mediu. Se as perdas nas emendas precisam ser exatas, meça a mesma fibra também pela outra ponta: a média de duas medições feitas das pontas opostas elimina o erro da leitura num só sentido.
O "aprovado" ou "reprovado" vem de limiares definidos pelo contrato, não pelo equipamento nem pelo software. De onde eles vêm é explicado no guia sobre os limiares de aceitação.
Como funciona no seu equipamento
Um arquivo de qualquer equipamento abre aqui no navegador: a curva, os eventos e os parâmetros de aquisição, sem o software do fabricante.