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Base de conhecimento · Medição

Como ler o resultado de um medidor de perda (OLTS)

O medidor de perda dá um número por fibra e por comprimento de onda: quanta luz o enlace inteiro perdeu. Junto com ele, o arquivo traz os dois sentidos, a referência, os equipamentos e os limites, e pode não trazer veredito nenhum.

Abrir um arquivo .olts

Abrem resultados da EXFO (.olts, .oltsx) e testes de fibra de uma base do Fluke LinkWare (.flw). No lugar do gráfico aparece um cartão de resultado: um arquivo desses não tem curva.

Autor: Ilya (engenheiro, 6 anos em fibra óptica) ·

O cartão de resultado com um exemplo nosso. Os números e os limites são inventados: ele mostra a tela, não normas.
Nesta página
  1. 1O que o arquivo traz
  2. 2Como ler perda e margem
  3. 3O que fica gravado ao lado da perda
  4. 4De onde vem o veredito
  5. 5O que ainda não está aqui
  6. 6Continue lendo

O que o arquivo traz

Uma fonte de luz fica numa ponta do enlace e um medidor de potência na outra. O conjunto compara quanta luz entrou com quanta saiu e grava a diferença. Num teste bidirecional, as unidades trocam de papel, e o arquivo fica com três números de perda por comprimento de onda.

Perda

A perda de A para B, de B para A e a média das duas. Os dois sentidos raramente batem até o centésimo, por isso o conjunto grava os dois. Ao lado fica o ORL, a perda de retorno óptica, medido de cada ponta.

Referência

Antes do teste, o conjunto é zerado com cordões de teste. O método (um, dois ou três cordões, ou loopback) e o grau dos cordões decidem quais conectores entram na perda, por isso saem impressos junto com o resultado.

Limites

O arquivo indica a perda permitida de um de dois jeitos: com números que o operador digitou ou com o nome de uma norma. É isso que decide se o resultado vai ter veredito.

Como ler perda e margem

Olhe primeiro a margem: quanto a perda ficou abaixo do limite. Margem negativa quer dizer reprovado.

O software da EXFO compara cada sentido com o limite separadamente, e a média também, mas o veredito da fibra sai da média. A margem no cartão é a da média. Um sentido que passa do limite sozinho aparece em vermelho mesmo quando a fibra é aprovada.

Os números saem como o equipamento os imprime, em centésimos de dB, e são esses mesmos centésimos que se comparam com o limite. O arquivo pode guardar mais casas decimais, mas o número na tela bate com o do relatório do fabricante.

Um registro duplex tem duas fibras: a luz vai até a ponta distante por uma e volta pela outra. O software da EXFO mostra o comprimento do par, e não de cada fibra, porque uma fibra sozinha num registro assim pode até aparecer com comprimento negativo. O cartão também imprime o comprimento do par.

O que fica gravado ao lado da perda

Quantos cordões entram na referência

O método de referência decide o que entra na perda. Com um cordão, a perda do enlace inclui os dois conectores das pontas; com dois, inclui um; com três, nenhum. A mesma fibra dá números diferentes com referências diferentes, por isso só dá para comparar resultados feitos com o mesmo método. O cartão indica o método e o grau dos cordões de teste no bloco «Referência».

O conector MPO e a polaridade

Num conector multifibra MPO, o equipamento mede todas as fibras de uma vez e grava a polaridade: por qual esquema, A, B ou C, as fibras de uma ponta chegam às posições da outra. O cartão mostra cada fibra na sua própria linha, com a polaridade ao lado.

De onde vem o veredito

A palavra «aprovado» não está no arquivo. Os limites estão, e é o software que compara com eles quando o arquivo é aberto.

Se o operador definiu os limites, os valores estão gravados no arquivo: um limite de perda por comprimento de onda e um limite de comprimento, às vezes também um limite inferior de perda e um limite de ORL. Comparamos com eles pela mesma regra do software da EXFO e imprimimos o veredito, o limite e a margem.

Se o arquivo só cita uma norma, os valores dela não estão no arquivo: as tabelas das normas ficam no software do fabricante. Não fornecemos valores de normas, então um resultado assim fica sem veredito, e o cartão mostra o nome da norma. A perda e as margens continuam na tela, e você pode conferi-las com o seu próprio documento.

O limite também pode vir como orçamento de perda: atenuação ao longo do comprimento, mais conectores e emendas. Essas parcelas também foram digitadas pelo operador, e calculamos o limite a partir delas do mesmo jeito que o software da EXFO. O cartão o mostra como um número em dB para cada comprimento de onda.

Às vezes não há limite nenhum: o equipamento gravou a perda e a potência de referência, e não há com que compará-las. Um teste assim não tem veredito nem no programa do fabricante nem aqui, e o cartão diz isso.

O que ainda não está aqui

Abrem resultados da EXFO em .olts, .oltsx e .opm, incluindo leituras manuais de potência e de ORL, e também bases do Fluke LinkWare (.flw). Testes de CertiFiber, CertiFiber Pro, DTX, DSP, OMNIScanner, MultiFiber Pro, SimpliFiber e SimpliFiber Pro de uma base Fluke abrem como um resultado da EXFO: perda por comprimento de onda e sentido, limite, margem, potência de referência e os equipamentos. Num conector MPO, cada uma das doze fibras tem a sua linha, e a polaridade vem indicada. O veredito é o que o equipamento gravou; o SimpliFiber Pro não grava limite, por isso fica sem veredito. Dos outros testadores Fluke lemos o resumo: veredito, norma, comprimento, pior perda e margem.

O resultado sai impresso como a folha de uma fibra: o botão «Relatório» abre uma janela onde você pode preencher o local e as pontas da linha. Depois que você entra na conta, a folha traz um código e um QR, e quem a recebe abre o mesmo resultado num navegador. Com um modelo seu, a folha sai com o seu logotipo, os dados da empresa, os campos e as linhas de assinatura. A folha-resumo de todas as fibras de um arquivo faz parte do acesso pago: a primeira página traz o resultado e uma tabela com todas as fibras, e depois vem uma folha para cada fibra. Arquivos .oltsx são julgados pelos limites do operador quando o arquivo os traz.

O arquivo abre só para leitura. Não há nada nele para editar, e ele não pode virar .sor: não tem curva.

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